50 Tons de… opinião.

 

O livro 50 Tons de Cinza, de E.L. James, foi muito criticado e muito procurado também, assim que foi lançado. Muita gente queria descobrir os mistérios que cercavam um relacionamento sadomasoquista, tendo como foco o lindo, charmoso e profundamente perturbado Christian Grey. Muitas mulheres se identificaram com Anastasia Steele, enquanto outras a invejavam e outra parcela apenas a “observava”.

O fato é que os livros do 50 Tons de Cinza atingem um público mais maduro, que não abre mão de uma ou outra fantasia para variar. Com uma linguagem mais direta e, por muitas vezes, explícita até demais, o livro virou um best-seller e marcou presença nas estantes e cabeceiras de muita gente.

Obviamente, os críticos sempre vão observar aspectos diferentes. Sempre pegam mais para o lado da construção dos personagens, da ambientação da história, dos sentimentos (profundos ou superficiais) descritos pela autora. Eles estão ali para isso: criticar. Então eis que começa o rebuliço entorno da história outra vez, desta vez sendo adaptada para as telonas. O tópico volta a circular pela internet e as mulheres ficam ansiosas para assistir ao filme. E chega a crítica e arrebata todos os sonhos que circulavam em cima do longa.

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Se o tal Christian Grey faz algumas mulheres se sentirem bem, então é isso que importa. E. L. James com certeza está feliz com o sucesso de sua obra, independente de críticas negativas ou não. Ela mexeu com muita gente e tocou em um ponto não tão discutido atualmente, mas que está ganhando seu espaço aos poucos: o universo do sadomasoquismo e seus preconceitos.

O problema é que hoje em dia todo mundo gosta de criticar. E as opiniões surgem a torto e direito, sem nem ao menos serem solicitadas.  Até aí, tudo bem, vai. O universo é feito de diferenças de opinião e aí que está a beleza da coisa. Mas é difícil de engolir as pessoas que aproveitam toda e qualquer oportunidade para disseminar um discurso de ódio (sabe-se lá porque ficaram com o ego tão ferido!) acerca de uma simples obra cujo propósito era entreter.

Aí vem a crítica de cinema querendo comparar Ninfomaníaca (2013) e 50 Tons de Cinza (2015). Não tem como comparar! Ninfomaníaca é muito mais realista, feito para chocar mesmo o espectador. 50 Tons foi criada para entreter o público. Apesar de terem o sexo como tema quase principal, há várias diferenças entre as duas intenções de obras. É como querer comparar o queijo e o vinho: os dois tem propósitos diferentes, sabores diferentes, cheiros diferentes…

Mas aí é que está. Com o tempo aprendi a confiar no meu próprio gosto e opinião, já que dificilmente eu gosto dos filmes “bem criticados”. A maior parte dos filmes que já assisti e aprovei, foram duramente criticados pelos “especialistas”. Claro, eles devem ter conhecimento sobre o assunto para se posicionar com tanta veemência. Então, não leve em consideração as críticas de um filme ou livro antes de assisti-lo ou lê-lo. O que vai fazer você gostar ou não de tal obra é como você se sentirá com ela. É interessante ler as críticas para lhe acrescentar algo, mas depois que já estiver com sua opinião formada. Não vá pela cabeça dos outros.. 🙂

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